Falar sobre o Bullying

Em primeiro lugar é preciso reforçar que o bullying não é normal, não faz parte de “ser criança” ou “crescer”, não torna as crianças “mais fortes”. Antes de falar com os filhos sobre bullying é importante que os Pais conheçam esta realidade.

O que é o Bullying?

O bullying corresponde a um comportamento intencionalmente agressivo, violento e humilhante, que envolve um desequilíbrio de poder: as crianças que fazem bullying usam o seu poder (a sua força física ou o acesso a alguma informação constrangedora, por exemplo) para controlar e prejudicar outras crianças. É um comportamento repetido ao longo do tempo, que acontece mais do que uma vez.

O bullying inclui comportamentos como ameaçar, espalhar boatos, atacar alguém fisicamente (bater, arranhar, cuspir, roubar ou partir objectos) ou verbalmente (chamar nomes, provocar, dizer às outras crianças para não serem amigas de uma delas, gozar) ou excluir alguém do grupo propositadamente.

O bullying pode acontecer durante ou depois das horas escolares, dentro da escola mas também fora (nos espaços circundantes, nos meios de transporte) e na internet (por exemplo, no Facebook ou noutras redes sociais). Quer os rapazes quer as raparigas podem fazer bullying. As vítimas de bullying também podem ser raparigas ou rapazes.

 

Como Podem os Pais Saber se o Filho Está a Ser Vítima de Bullying?

As crianças vítimas de bullying podem sentir-se constantemente com medo, ansiosas, com dores físicas e dificuldade em concentrarem-se na escola. Em muitos casos as crianças vítimas de bullying comprometem- se a permanecer em silêncio sobre as agressões como forma de evitar novas retaliações. Não se sentem capazes de lidar com a situação, achando-se impotentes para resolver o problema.

As crianças vítimas de bullying podem mostrar-se abatidas, com falta de paciência, mais alheadas da família, mais introspectivas, zangadas ou muito irritáveis. Podem também não querer ir à escola, apresentar alterações de humor, dificuldade de concentração, piores resultados na escola e queixas físicas permanentes (dor de cabeça, de estômago, cansaço). No entanto, é preciso notar que estes sinais nem sempre significam uma situação de bullying, podendo ser comuns a outros problemas ou até ao período da adolescência.

Outros sinais a que pode estar atento: a criança aparece com a roupa em desalinho ou com os materiais escolares estragados; tem nódoas negras ou feridas sem uma explicação coerente para elas; escolhe um percurso pouco lógica para ir e voltar da escola; tem pesadelos ou chora durante o sono; pede mais dinheiro ou rouba dinheiro de familiares; parece socialmente isolado, com poucos ou nenhum amigo; evita determinadas situações (por exemplo, apanhar o autocarro para a escola).

Porque é que as crianças que são vítimas de bullying não contam aos pais ou a outras figuras de autoridade? Porque têm medo de serem mais agredidos se contarem, por vergonha, por medo de que não acreditem neles ou lhes dêem apoio, por medo que os culpem ou lhes exijam que reajam com a mesma atitude.

 

Como Podem os Pais Saber se o Filho é um Bullie?

Uma criança ou adolescente que faz bullying pode apresentar alguns destes sinais:

  • Tem uma grande necessidade de dominar ou subjugar os outros;
  • Consegue o que quer com ameaças;
  • Intimida os irmãos ou as crianças da vizinhança com quem brinca;
  • Gaba-se da sua superioridade (real ou imaginária) sobre as restantes crianças;
  • Zanga-se facilmente, é impulsiva e tem pouca tolerância à frustração;
  • Tem dificuldade em obedecer a regras e em lidar com adversidades;
  • Faz batota, mente;
  • Tem um comportamento de oposição, de desafio à autoridade dos adultos (incluindo Pais e Professores).

O Que Podem os Pais Fazer Face ao Bullying?

Os Pais podem ajudar os filhos a compreender o que é o bullying e como se podem defender, de forma segura. Podem dizer aos filhos que o bullying é inaceitável e garantir que os filhos sabem como procurar ajuda.

As crianças que sabem o que é o bullying conseguem identificá-lo e podem falar sobre isso se acontecer com elas ou com outros. Os Pais podem encorajar os filhos a denunciar situações de bullying a um adulto de confiança (Pais, Professores, Psicólogos, por exemplo). Mesmo quando não conseguem resolver o problema diretamente, os Pais podem dar conforto, apoio e conselhos sobre como lidar com um bullie (por exemplo, dizer “Pára” de forma direta e confiante ou ir simplesmente embora, permanecer junto de adultos ou de outros grupos de crianças).

Os Pais podem manter uma comunicação e um diálogo aberto com os filhos (Comunicar com a Minha Criança / Comunicar com o Meu Adolescente), falando com eles e ouvindo-os frequentemente, fazendo perguntas sobre a escola e explorando as suas preocupações e receios.

Muitas vezes bastam 15 minutos diários de conversa para reassegurar às crianças que podem falar com os Pais se tiverem um problema. Estas conversas podem surgir a partir de perguntas como “Diz-me uma coisa boa/má que te tenha acontecido hoje”, “Como é a hora do almoço na escola? Sentas-te com quem? E falam sobre o quê?”, “Em que é que és bom na escola? Qual é a característica de que gostas mais em ti?”.

Os Pais podem encorajar os filhos a fazerem atividades de que gostem e a desenvolver interesses que aumentem a sua confiança e lhes permitam fazer vários amigos. Estas atividades dão oportunidade às crianças de fazer algo que gostam e conhecer pessoas com os mesmo interesses, podendo ajudar a protege-los de comportamentos de bullying.

Os Pais podem dar o exemplo e mostrar aos filhos como tratar os outros com respeito. As crianças aprendem com as acções dos adultos e, mesmo que não pareça, estão atentas à forma como os adultos lidam com situações de stresse e conflitos, à forma como tratam os amigos, colegas de trabalho e familiares. Os Pais podem também encorajar os filhos a ajudar os colegas que são vítimas de bullying.

Os Pais podem ler os conteúdos sobre bullying disponíveis neste site em conjunto com os filhos (Bullying? – Menu Crianças e Bullying – Menu Adolescentes).

Responder ao bullying com mais comportamentos agressivos, não resolve o problema: as respostas agressivas tendem a levar a mais violência e mais bullying contra as vítimas. Por mais difícil que seja para a criança (e para os pais) é importante falar sobre o bullying.

 

Como Podem os Pais Falar sobre Bullying com os Filhos?

É importante falar directamente sobre o bullying:

  • O que é que significa bullying para ti?
  • Como é que são as crianças que são bullies?
  • Sentes receio de algum colega?
  • Porque é que achas que as pessoas fazem bullying?
  • Numa situação de bullying em que adultos confiavas?
  • Já alguma vez sentiste medo de ir para escola por teres receio de ser vítima de bullying?
  • O que achas que os Pais podem fazer para evitar situações de bullying/fazê-las parar?
  • E tu, o que achas que podes fazer para evitar situações de bullying/fazê-las parar?
  • A que jogos brincam na escola? Como decidem quem participa? Alguma vez deixaste, tu ou os teus amigos, um colega de fora, de propósito? Achas que isso foi bullying? Porquê?
  • O que fazes quando vês situações de bullying?
  • Já viste amigos na tua escola serem vítimas de bullying? Como é que isso te fez sentir?
  • Já alguma vez ajudaste alguém que estava a ser vítima de bullying? O que aconteceu?

 

Uma conversa só não chega. É preciso falar várias vezes sobre o tema!

Para algumas crianças pode ser difícil falar sobre situações de bullying e podem não responder a perguntas directas sobre o tema. Nesses casos, em vez de perguntar directamente se estão a ser vítimas de bullying, procure fazer questões sobre como foi o seu dia e observar alterações no seu comportamento, dando-lhe oportunidades de falar consigo sobre como se sentem (Comunicar com a Minha Criança e Comunicar com o Meu Adolescente).

Também pode aproveitar uma situação na televisão e usá-la como um início de conversa: o que pensas sobre isto? Ou o que achas que aquela pessoa devia ter feito? Estas perguntas podem levar a outras, como “Já viste situações destas acontecerem?”, “já experienciaste uma situação assim?. Também pode ser útil falar sobre a própria experiência ou a de um membro da família.

 

O Meu Filho é Vítima de Bullying! O Que Posso Fazer?

Às vezes as crianças sentem que o bullying é culpa sua, que se tivessem agido de forma diferente, não teria acontecido. Às vezes têm medo que o bullie descubra que contaram a alguém e que tudo piore. Outras têm receio que os pais não acreditem nelas ou não façam nada para as ajudar ou que as instiguem a lutar como resposta.

Se o seu filho teve coragem para partilhar consigo a sua experiência de bullying não menospreze ou desvalorize a situação, ouça-o com atenção e empatia e elogie-o por ter tido essa coragem. Não o culpe ou responda que terá de resolver o problema sozinho ou que o bullying “faz parte”. Não diga ao seu filho para ignorar o bullying, isso só passará a mensagem que o bullying é algo a tolerar.

Não incentive a criança a responder ao bullie com mais comportamentos agressivos. Não vai resolver o problema: as respostas agressivas tendem a levar a mais violência e mais bullying contra as vítimas. Para além disso, é provável que só aumente a ansiedade da criança, que não se sente capaz de responder dessa forma. Por mais difícil que seja para a criança (e para os Pais) é importante falar sobre o bullying (em família e com um Psicólogo, se necessário).

Marque uma reunião e fale com a escola – com o Director de Turma ou o Psicólogo da escola. Torne claro que procura a escola para encontrar uma solução conjunta e seja paciente, mantendo-se em contacto com a escola enquanto o problema se resolve. Evite acusar a escola (os Professores, os Assistentes Operacionais), mas sugira que haja um reforço da supervisão de adultos nas áreas onde as situações de bullying costumam acontecer e garanta que há ajuda disponível para o seu filho sempre que precise. Não deixe de informar a escola sempre que acontecer uma situação de bullying.

Encoraje o seu filho para que continue a falar consigo, diga-lhe que o ama frequentemente. Lembre-o que não está sozinho. E enfatize que o é o bullie que se está a portar mal.

Ensine-lhe estratégias que lhe permitam manter-se seguro:

  • Encoraje-o a ir-se embora, a ignorar o bullie e a contar a um adulto sempre que uma situação de bullying ocorrer (ou achar que vai ocorrer).
  • Encoraje-o a evitar situações de encontro com o bullie (por exemplo, usar uma casa de banho diferente ou não ir ao cacifo se não estiverem várias pessoas por perto).
  • Ajude-o a encontrar “locais de refúgio” se for perseguido por bullies e andar sempre acompanhado de outras crianças e adultos.
  • Ensine-o a denunciar uma situação de bullying. É mais provável que os adultos prestem atenção se a criança descrever o que aconteceu e como se sentiu, quem o fez, o que fez para tentar resolver o problema e uma explicação clara do que precisa do adulto.
  • Leia em conjunto com o seu filho os conteúdos disponíveis neste site sobre Bullying (Bullying? – Menu crianças e Bullying – Menu adolescentes). 
  • Encoraje o seu filho a fazer novos amigos. Um novo ambiente (uma nova actividade ou desporto, por exemplo) pode oferecer uma nova oportunidade de “começar de novo”. Encoraje-o também a contactar com outros colegas e amigos na escola.

Quando os nossos filhos são vítimas de bullying podemos sentir-nos zangados, magoados, culpados, desesperados ou com medo. As nossas próprias memórias da infância podem ajudar-nos a empatizar com a criança e a tentar encontrar soluções, mas também podem atrapalhar. É importante pensar antes de reagir. Esteja preparado para ser honesto e dizer ao seu filho que não sabe como resolver o problema, mas que vão encontrar uma solução em conjunto.

Se identifica sinais de bullying no seu filho e não sabe o que fazer com a situação, procure ajuda. O Psicólogo da escola pode ajudar!

 

O Meu Filho é um Bullie! O Que Posso Fazer?

Se sabe ou reconhece sinais de que o seu filho possa fazer bullying é importante tentar ajudá-lo a mudar os seus comportamentos e atitudes negativas face aos outros. As crianças que fazem bullying têm maior probabilidade de se envolverem com comportamentos anti-sociais e actividades criminosas no futuro.

Considere seriamente o problema e resista à tendência para negar ou desvalorizar a gravidade do problema. O bullying não é um comportamento normal nem faz parte de crescer. Faça ver à criança que o comportamento é inaceitável e que não o vai tolerar, tornando claro que o deve parar imediatamente.

Não acredite em tudo o que o seu filho lhe diz. As crianças que fazem bullying são, geralmente, boas manipuladoras e podem construir uma história em que se fazem parecer inocentes.

Passe mais tempo com o seu filho e monitorize atentamente as suas actividades e companhias. Desenvolva um sistema de regras simples, sem deixar de oferecer elogios e reforços pelo comportamento adequado. Ajude o seu filho, com base nos seus pontos fortes, a desenvolver padrões de reacção menos agressivos e mais empáticos.

Não use castigos físicos – o que reforçará a crença de que a agressividade e o bullying são aceitáveis. O comportamento incorrecto da criança deverá ser seguido de consequências negativas apropriadas.

Procure ajuda. Um Psicólogo pode ajudar!

 

E o Cyberbullying?

As novas tecnologias e as redes sociais proporcionam aos comportamentos de bullying e aos bullies uma nova plataforma de acções, que pode ter consequências emocionais igualmente relevantes.

O cyberbullying corresponde ao uso da tecnologia para assediar, ameaçar ou vitimizar outra pessoa de forma repetida. Pode acontecer em qualquer local, a qualquer hora, constantemente. Não requer força física, não implica um contacto cara-a-cara nem está limitado a algumas testemunhas. Um cyberbullie pode atormentar alguém 24h por dia, garantindo que nenhum lugar (nem a casa) é seguro, humilhando alguém perante centenas de testemunhas e sem sequer revelar a sua verdadeira identidade.

As vítimas podem sentir-se encurraladas e sem saída da situação. Podem desenvolver problemas de Saúde Psicológica, como a ansiedade ou a depressão, tendo sido reportados vários casos de suicídio.

É importante ter consciência que a partir do momento que a criança ou o adolescente tem um telemóvel/computador/tablet está em risco.

Nem sempre é fácil para os Pais saberem quando e como devem intervir. A maior parte das crianças e dos adolescentes utiliza a internet e as plataformas digitais de forma diferente da dos adultos, estão constantemente conectados e realizam interacções durante todo o dia. O seu conhecimento sobre o mundo digital pode ser intimidante para muitos Pais.

No entanto, conhecer e envolvermo-nos no mundo digital em que os nossos filhos vivem, tal como conhecemos e nos envolvemos no mundo real, pode ajudar os Pais a proteger os filhos de perigos. As plataformas digitais são uma porta para conhecer o mundo, mas também uma porta que pode colocar os nossos filhos em perigo. Da mesma forma, que não os deixamos sair sozinhos de casa ou brincar na rua, também os devemos proteger e salvaguardar da porta aberta para o mundo que são as novas tecnologias e as redes sociais.

 

Como Podemos Prevenir Situações de Cyberbullying?

  • Falar com os filhos sobre o que é o Cyberbullying e sobre as suas consequências negativas e sobre a vida online. Encoraje-o a partilhar consigo qualquer situação que não o faça sentir confortável.
  • Alertar para os perigos da utilização das plataformas digitais, mostrando exemplos reais desses perigos.
  • Ensinar os filhos a nunca colocar informação pessoal online. A não falar sobre a sua vida online. Dar o exemplo.
  • Monitorizar a utilização das plataformas digitais. As crianças e os adolescentes têm direito à sua privacidade, mas protege-los é uma obrigação dos Pais. Utilize as opções de controlo parental disponíveis nas plataformas digitais. Conheça os “amigos digitais” do seu filho – reveja a lista com ele, pergunte-lhe quem são e como os conhece.
  • Negociar com os filhos regras de utilização das plataformas digitais.
  • Permitir o acesso às plataformas digitais apenas em locais comuns (evitar, por exemplo, a utilização no quarto).
  • Conhecer as passwords de acesso às redes sociais.

 

Quais São os Sinais de Cyberbullying a que Devemos Estar Atentos?

Às vezes é fácil identificar e reconhecer o cyberbullying. Por exemplo, quando o nosso filho nos mostra uma mensagem ou post cruel. Outros actos são menos óbvios. Por exemplo, criar um perfil falso nas redes sociais e fazer-se passar por outra pessoa ou postar informação pessoa, fotos e vídeos para envergonhar e humilhar outra pessoa.

A maior parte das crianças e adolescentes vítimas de cyberbullying não denunciam a situação a um adulto, por se sentirem envergonhadas ou por medo de que os seus privilégios de utilização das plataformas digitais sejam retirados.

Alguns sinais de cyberbullying podem incluir:

  • Mostrar-se aborrecido ou perturbado durante ou após a utilização do telemóvel/computador/tablet;
  • Fazer da sua vida digital um segredo ou tentar protegê-la a todo o custo;
  • Isolar-se e evitar a família, os amigos, as actividades habituais;
  • Recusar ir à escola ou participar em situações de grupo;
  • Diminuição do desempenho escolar;
  • Mostrar-se zangado e descontrolado em casa;
  • Mudanças de humor, comportamento, sono ou apetite;
  • Parar de usar o telemóvel/computador/tablet;
  • Mostrar-se nervoso e ansioso sempre que surge uma nova mensagem;
  • Evitar discussões sobre o uso do telemóvel/computador/tablet.

 

O Meu Filho é Vítima de Cyberbullying! O Que Posso Fazer?

Se descobrir que o seu filho é vítima de cyberbullying ofereça-lhe apoio e conforto. Garanta-lhe que a culpa não é dele e elogie-o por ter tido a coragem de falar consigo. Recorde-o que não está sozinho – muitas pessoas são vítimas de bullying – e assegure-o de que encontrarão uma solução em conjunto.

Fale com o seu filho e decidam sobre a melhor forma de informar a escola (o Director de Turma, o Psicólogo da escola) da situação (ou Polícia/GNR).

Encoraje o seu filho a não responder ao cyberbullying. Fazê-lo pode tornar a situação ainda pior. Mas guarde as mensagens/fotografias/interacções que possam servir de evidências junto da escola ou mesmo da polícia.

Outras medidas podem incluir:

  • Bloquear o bullie. A maior parte das plataformas digitais permite bloquear determinadas pessoas.
  • Limitar o acesso à tecnologia. Embora possa ser doloroso, a maior parte das crianças e adolescentes vítimas de cyberbullying não resistem à tentação de verificar constantemente as plataformas digitais para saber se existem mensagens novas. Mantenha o computador/tablet num local público dentro de casa (por exemplo, não permitir a utilização no quarto) e discuta as regras de utilização das plataformas digitais. Defina controlos parentais rígidos em todas as plataformas digitais que o seu filho utilizar.
  • Conheça o mundo digital do seu filho. Verifique regularmente os posts e sites que o seu filho visita, tenha consciência da forma como ele ocupa o seu tempo online.
  • Fale sobre a importância da privacidade e sobre como é má ideia partilhar informação pessoal online, mesmo com amigos.
  • Aprenda formas de manter o seu filho seguro quando está online. Encoraje-o a salvaguardar as passwords e a nunca partilhar a sua localização actual nem para onde vai.

Se identifica sinais de cyberbullying no seu filho e não sabe o que fazer com a situação, procure ajuda. O Psicólogo da escola pode ajudar!

 

O Meu Filho é um Cyberbullie! O Que Posso Fazer?

Descobrir que o nosso filho não tem o comportamento correcto pode ser devastador. No entanto, é importante enfrentar o problema e resolvê-lo, em vez de esperar que desapareça sozinho.

Fale com o seu filho de forma calma, mas firme, sobre as suas acções e discuta o impacto negativo que os seus comportamentos tiveram nos outros. O cyberbullying não é um comportamento aceitável e pode ter consequências sérias (às vezes, permanentes) em casa, na escola e na comunidade.

Recorde o seu filho que o uso das plataformas digitais é um privilégio. Pode ajudar restringir a utilização destas plataformas até que o comportamento melhore. Se considera que o seu filho precisa de um telemóvel por questões de segurança, dê-lhe um que permita apenas realizar chamadas de emergência. Defina controlos parentais rígidos em todas as plataformas digitais.

Procure ajuda. Um Psicólogo pode ajudar!